Eataly Brasil

Megaempório italiano estreia em São Paulo

  • Polenta com verduras

    Polenta com verduras

    Tenho fascínio por verduras amargas. Catalonia, escarola, almeirão, folhas de mostarda… Cada uma acrescenta uma camada diferente de sabor, mesmo que preparadas da maneira mais simples do universo: salteadas com alho picado e bom azeite.

  • Le Pain Quotidien

    Le Pain Quotidien

    A rede belga Le Pain Quotidien parece ter se firmado mesmo no Brasil. Visitamos a unidade da Vila Madalena, com opções gostosas para um café ou uma refeição rápida. Destaque para os pães e itens de pâtisserie.

  • Nhoque caseiro

    Nhoque caseiro

    Poucas receitas são mais “comfort food” que nhoque. É preciso ter a mão leve para preparar a massa, pois qualquer excesso de farinha pode deixar os nhoques pesados. A batata também tem seus segredos: use as farinhosas.

  • pao-sem-sova Este pão rústico encontrei na internet - mais precisamente aqui. É demorado, mas nem tanto. O que precisa é de paciência e uma certa dose de dedicação para que saia lindo e quente do forno, quase saltando da panela de ferro para a mesa.

    É um pão que não necessita de sova: basta misturar os ingredientes certos - água, farinha, fermento, sal - e deixar que o milagre da multiplicação das leveduras aconteça. Depois de 12 horas, a massa estará boa para ser levada ao forno quente, 230 graus Celsius, dentro de uma panela resistente, de ferro, com tampa.

    Com menos de uma hora de forno, pimba! Lá está o pão, pronto para esfriar e ser devorado com manteiga, azeite, ervas, um tico de sal, com toda a simplicidade que você puder imaginar.

    Uma receita tão prosaica, rústica até, simboliza aquilo que desejo para nossos dia a dia: que seja pleno de construção, menos pensamento e mais ação, mais vida acontecendo como deve ser - quase como num passe de mágica. Porque sem uma dose de magia, o cotidiano fica chato e sem graça. PÃO RÚSTICO, SEM SOVA Rendimento: 1 unidade grande 3 xícaras (chá) de farinha de trigo orgânica (ou específica para pão) 1 3/4 colher (chá) de sal (usei o rosa do Himalaia, mas pode ser qualquer um) 1/2 colher (chá) de fermento biológico seco 1 1/2 xícara (chá) de água Para fazer o pão, é simples: comece misturando os ingredientes secos e, em seguida, adicione a água. Misture bem até obter uma massa mole: não precisa colocar mais farinha (talvez mais um tiquinho de água, se a massa ficar muito seca). Então, coloque a massa num recipiente grande e cubra com filme plástico. Deixe descansar por 12 a 18 horas. Após esse descanso, transfira a massa (mole, melequenta e cheia de bolhas) para uma superfície com bastante farinha. Forme uma bola e cubra com o mesmo filme plástico. Enquanto isso, aqueça o forno a 230 graus C e coloque dentro a panela de ferro, com tampa. Após esse período, coloque a bola de massa dentro da panela quente (cuidado, ela estará PELANDO de tão quente), tampe e leve ao forno por 30 minutos. Depois dessa meia hora assando, retire a tampa da panela e deixe assar por mais 15 minutos ou até que a crosta fique dourada. Quando o seu pão estiver lindo, cheiroso e dourado, retire-o do forno, tire-o da panela quente e transfira-o para uma grade, para deixá-lo esfriar. Depois de frio, corte em fatias e coma com o que tiver à mão. Pode ser até puro!

  • Scone, pãozinho de minuto típico da Inglaterra Já comeu scones? São uma espécie de pãezinhos rápidos, típicos da Inglaterra. Encontrei esta receita maravilhosa durante um desejo de grávida, no ótimo blog Inglês Gourmet. Fiz ligeiras modificações e assei minha primeira fornada em 15 minutos, durante um domingo preguiçoso e de barriga enorme encostando no fogão. Estes scones são realmente fáceis de preparar e esta massa é bastante neutra, ou seja, vale incrementá-la de acordo com seu gosto, adicionando recheios doces ou salgados. Eu gosto assim, pura, para comer com manteiga, mel e geleia. Nham! SCONES 225 g de farinha de trigo comum 2 colheres (chá) de fermento químico em pó 1/2 colher (chá) de sal 30 g de açúcar (usei orgânico) 55 g de manteiga sem sal 150 ml de leite (usei sem lactose e funcionou perfeitamente) Gergelim branco e preto para polvilhar Opcional: 55 g de frutas secas (damascos, tâmaras e figos secos picados ou castanhas e nozes picadas ou uvas passas pretas/brancas) Preaqueça o forno a 180 ºC (no forno caseiro, use a temperatura média). Misture os secos - farinha, fermento, sal e açúcar - numa tigela grande. Junte a manteiga em pedaços (pode tirar da geladeira na hora de usar) e vá incorporando-a à mistura de secos com as pontas dos dedos, até obter uma farofinha. Se usar recheio, acrescente agora as frutas secas e adicione o leite frio, aos poucos, para observar melhor o ponto. Misture bem até formar uma bola de massa que não grude nas mãos. Se necessário, junte um pouco mais de farinha (se a massa ficar mole demais) ou de leite (se ficar seca demais). Abra a massa numa superfície polvilhada com farinha, mas não precisa deixá-la muito fina; o ideal é que sua espessura tenha 3 ou 4 cm, para que os scones fiquem altos. Corte os scones em círculos com um cortador de biscoito ou um copo pequeno. Coloque-os numa assadeira média - não é necessário untar nem polvilhar com farinha. Pincele-os com leite e polvilhe-os com gergelim (pode substituir por sementes de papoula). Asse os scones por cerca de 15 minutos, até ficarem ligeiramente dourados. Retire-os do forno, deixe amornar e sirva. Com geleia, mel e manteiga ficam imperdíveis.

  • Pense numa preciosidade feita com biscoito amanteigado, uma camada generosa de caramelo e cobertura de chocolate. Pensou? Essa delícia existe e atende pelo nome de "caramel chocolate shortbread". Faça em casa e seja feliz para sempre!

  • Água: economizar é para já. Foto: Luciana Mastrorosa/ Guloseima A sombra de um futuro complicado tem me tirado o fôlego já há alguns meses. Acredito que todos nós, moradores de São Paulo, nos fazemos diariamente a fatídica pergunta: O que vai acontecer se a água secar de vez? Tenho matutado muito sobre isso e é inevitável lembrar de M.F.K. Fischer em seu (ótimo) livro “Como cozinhar um lobo” (Ed. Companhia das Letras). A autora escreveu essa obra por conta da guerra, mas continua sendo um tratado bastante atual de como sobreviver em tempos de turbulência. Veja se não tem tudo a ver com o que enfrentamos hoje:

    “Apesar de toda a conversa e todo o estudo sobre nossos próximos anos, e todas as ponderações sobre o que eles reservam para nossos filhos, (...) parece claro para nós que muitas coisas estão erradas atualmente e podem ser, devem ser mudadas. Nossa crença é cheia de 'furos'. Faltam peças ao nosso jogo de armar. Uma das falácias mais óbvias refere-se ao que devemos comer. Os homens sábios sabem desde sempre que uma nação vive do que seu corpo assimila, bem como do que sua mente adquire como conhecimento. Então, quando a abominável necessidade da máquina da guerra engole aço, algodão e humanidade, nosso próprio mecanismo secreto, pessoal e privado deve ser mais forte, em benefício do conforto egoísta, assim como para o bem dos ideais nos quais acreditamos que acreditamos.” (p. 17)
    É claro que sabemos de quem é a “culpa”, no sentido geral da crise da água. Mas é necessário ponderar que também nós, aqui da outra ponta da cadeia, longe das tomadas de decisões, também temos nossa parcela de culpa e, principalmente, de responsabilidade. A água não é um recurso infinito, como custamos a acreditar. E, em sua finitude, precisa ser usada com responsabilidade, carinho e cuidado, como tudo, aliás, deveria ser. Precisamos pensar como um todo: um ato aqui gera uma reação acolá, e, assim, sucessivamente. Dá para ter água no sudeste desmatando a Amazônia? Não. Dá para ter água em qualquer lugar do Brasil transformando tudo em pasto, plantação de soja transgênica, milho e cana para virar álcool? Sinto muito, a única resposta possível é NÃO. Não, mesmo. A gente pode fazer a nossa parte, porém, no dia a dia, nas pequenas tomadas de decisão. A primeira delas, e mais óbvia, é economizar recursos – leia-se água. Mas não basta fechar as torneiras, tomar banhos curtos, ser comedido em seu uso. É preciso pensar em toda a cadeia da água, nas coisas que compramos e que usam litros e litros de água boa para serem feitos, nas nossas escolhas alimentares. Comer mais em casa, mais comida de verdade, menos industrializados. Desperdiçar menos comida. Reutilizar a água de cozimento de legumes e verduras para fazer outros pratos. Mas, principalmente, é preciso repensar o que se come e em quais quantidades. E questionar as necessidades que criamos em nome de uma vida “saudável” que, muitas vezes, nem é tão saudável assim. Ou você acha mesmo que é necessário tomar suco de soja transgênica, entupido de conservantes, adoçantes artificiais, com sabor que nem de longe lembra algo vivo? Será que a gente precisa mesmo viver à base de industrializados o tempo todo? Quantos litros de água são necessários para produzir essa soja que você consome apenas por julgar mais “saudável” (e não é) ou por preguiça ou por praticidade? Carne vermelha é outro exemplo. Eu adoro, sou uma onívora no sentido mais estrito da palavra. Mas sei que é impossível consumir carne todos os dias, pois isso tem um impacto - não apenas no meu bolso, mas no "bolso" do planeta. Embalagens, já pensou em quantas embalagens podemos economizar comprando itens a granel? Ou reaproveitando vidros para guardar ervas, especiarias, azeitonas? Todos os dias podemos fazer alguma coisa, a escolha é nossa. Enfim. Por aqui, já estabelecemos algumas medidas práticas para economizar água. O que pode ser reutilizado – a famosa água de reuso, como a do banho ou da máquina de lavar roupa – vai para um galão e terá como destino lavar a área de serviço, o banheiro, usar como descarga. A água para cozinhar também está sendo utilizada de maneira mais inteligente. Prefiro usar ingredientes que incorporem a água em seu cozimento: por exemplo, arroz, feijão. Mas, caso cozinho macarrão, tento reutilizar essa água para produzir um novo alimento, como uma sopa. O mesmo vale para o cozimento de legumes no vapor, etc. Tudo vira caldo. Na dúvida, se não houver água, frite na gordura. Em vez de ovo cozido, ovo frito ou mexido. Não é necessário afogar o alimento em gordura; no mais das vezes, é necessária uma pequena quantidade para dar conta da cocção. E, claro, consuma alimentos crus sempre que possível – a água de sua higienização vira água de reuso, portanto, não se perde. E, assim, vamos revendo, pouco a pouco, nossos hábitos perdulários de consumo. Eu, de minha parte, adoraria ter uma casa com quintal, deixar os jardins com terra absorverem a água da chuva, colocar uma cisterna para acumular as preciosas gotas... Mas me viro com minhas pequenas conquistas diárias de apartamento, reciclando (e, principalmente, diminuindo) meu lixo, reaproveitando potes, cozinhando em casa sempre que possível, aproveitando tudo do ingrediente, dos ossos às raízes. De gota em gota, vamos construindo um futuro melhor.

  • clube-bombay-ret3A Bombay, tradicional marca de comércio de especiarias no Brasil, está lançando um clube para os apaixonados por esses temperos.

  • As temperaturas têm sido intermitentes em São Paulo: ora calor e secura dignos de deserto, ora temperaturas amenas e um vislumbre de umidade. Chuva, que é bom, nada. Nessas horas, nada melhor que um refrescante Sauvignon Blanc com petiscos deliciosos: que tal empanadas? Fomos até a adega com a intenção clara de encontrar um vinho elaborado com a Sauvignon Blanc, que fosse de bom custo-benefício, para harmonizar com esses famosos salgados latinos Explico: estamos viciados nas deliciosas empanadas da La Guapa, da chef Paola Carosella. Aberta em abril de 2014, a pequena portinha no bairro do Itaim preza pela excelência desses quitutes, para serem comidos com as mãos, sem culpa. São pequenos, só eu como três. E valem cada mordida! Aqui, cabe um parêntese: graças ao sucesso do Masterchef Brasil, transmitido pela Band, você já deve ter ouvido falar de Paola. Além de boa juíza dos intrépidos candidatos a master chef, Paola é, ela própria, uma chef de primeira linha, comandando o excelente restaurante Arturito (já falamos dele por aqui) e responsável pelas receitas do La Guapa. Uma das reportagens que mais fiquei feliz de fazer foi com ela, há alguns anos. Eu trabalhava na revista Menu, e fizemos uma linda matéria sobre a paixão de Paola por Julia Child. Era a época do lançamento do filme Julie & Julia, e foi uma verdadeira inspiração conversar com a chef sobre essa figura incrível da cozinha norte-americana. Pois bem, estava sonhando em morder novamente as empanadas do La Guapa. Por sorte, eles fazem embalagens para viagem e, assim, encomendamos os nossos salgados (R$ 6,30 a unidade) a um casal de amigos, que provaria a harmonização conosco. A escolha estava feita: fomos de Casas del Toqui Single Estate Sauvignon Blanc 2013, um chileno refrescante elaborado por um dos produtores mais respeitados daquele país. Acertamos na escolha: foi um casamento e tanto! No cardápio, empanadas Salteña (a clássica de carne, com azeitonas, ovo caipira e batata cozida) e Frango Caipira Livre! (frango com legumes e ervas frescas), condimentadas na medida, com um toque bem-vindo de pimenta e especiarias. Na taça, o frescor desse branco chileno, ligeiro no paladar, com notas deliciosas de frutas tropicais e cítricas no nariz - maracujá, abacaxi, limão. No paladar, uma bela acidez refrescante, toques minerais e novamente a presença dos cítricos. A graduação alcoólica é de 13,5%. E o melhor de tudo, o preço é bastante amigável: pagamos R$ 23 na Empório Net Drinks. Também está disponível na Wine, na mesma faixa de preço. Vale o gole! Harmonização: além das empanadas, recomendo este Sauvignon Blanc como acompanhamento para ceviches, sanduíches de salmão defumado, saladas com queijos de cabra ou meia-cura, massas leves com frutos do mar, ostras frescas. Onde comprar: Empório Net Drinks e Wine. Preço estimado: menos de R$ 25.

  • pastificioprimo600x260 Há alguns anos, São Paulo teve uma onda de novas rotisseries, especialmente voltadas para massas. Nessa leva, abriram alguns bons pastifícios, como o Pissani e o Primo. O Pastifício Primo serve massas na rua, na unidade de Pinheiros, a preços bem interessantes (menos de R$ 20). Quem se aventurou por lá a primeira vez foi meu marido, que consegue ser mais louco por comida italiana que eu.

  • Bolos são sempre uma boa pedida. E ão Paulo vive uma onda de bolos caseiros que parece não ter data para acabar. Testamos dois sabores bem caseiros da Vó, quero bolo!: de limão siciliano e de banana com canela.

  • São Paulo, capital. A cidade em que nasci. A cidade que amparou meus primeiros passos e beijos, os tombos de bicicleta, as corridas e brincadeiras de pular corda na rua, as mágoas que eu achei que nunca iam passar, os meus trabalhos, as minhas cozinhas, o meu amor. Minha cidade, meu pequeno país.

    É claro que eu poderia falar aqui de um monte de lugares que adoro na cidade, como o Museu do Ipiranga, a avenida Paulista, o meu bairro de Pinheiros. Mas como a comida é sempre o primeiro assunto que toca meu coração, não tenho como fugir do óbvio: selecionar, pela lembrança e pelo carinho, as comidinhas que primeiro me vêm à cabeça quando tenho fome nesta cidade enorme. São muitas, claro. E uma lista como esta é sempre injusta. Mas aqui o voto é de memória, sim: a minha. Confira o que eu mais gosto de comer em São Paulo!

  • Ganhei minha primeira panela Le Creuset! Linda, laranja, de ferro esmaltado. Le Creuset não é qualquer panela: é "A" panela. É o recipiente que habita os sonhos dos cozinheiros, com suas lindas cores envolvendo o pesado ferro esmaltado que a compõe. É a panela que me traz as lembranças mais felizes do curso de cozinha na Wilma Kovesi, no já longínquo ano de 2008. É a panela que vou deixar de presente para meus filhos ou netos ou bisnetos ou sobrinhos - ou alguém muito querido, que saiba dar valor a ela. Para celebrar, nada melhor que um boeuf bourguignon cozido looongamente. Quer tentar?

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