E-book: Natal Feliz!

E-book: Natal Feliz!

Por aqui, a gente adora Natal. Não só o Natal, em si, mas esta época do ano, de maneira geral. Reencontrar os amigos, a família, ficar perto de quem a gente ama. Todo mundo acaba se permitindo uns dias de folga, um descanso breve na loucura.

Este foi um ano difícil para o Brasil e para o mundo. Por todo lado, só se ouvia falar em crise e em surtos de violência. Bote aí no pacote tragédias ambientais e falta d’água e temos um cenário caótico. Mas… Sempre tem um “mas”. E é nesses “mas, poréns, todavias” que a gente deve pensar na hora de ver tudo o que fizemos (e ainda estamos fazendo) em 2015.

Este ano, por exemplo, nasceram diversos bebês maravilhosos de mães e pais muito queridos. Nossas bebezinhas e bebezinhos lindos estão crescendo, firmes e fortes, e ajudando a suavizar as mazelas de todo dia.

Além disso, nunca houve tanta mobilização positiva pelos direitos das mulheres, por uma conscientização maior e mais ampla sobre direitos civis, liberdades individuais, respeito às diferenças. Só isso já é um motivo gigantesco para comemorar. Ainda há muita luta pela frente, mas toda mudança começa dessa forma: devagar e sempre.

Por isso, este ano resolvi dar um presente aos meus leitores. Para celebrar as coisas boas que recebi, para celebrar a força que tive nos momentos difíceis e, principalmente, para ajudar a trazer um pouco mais de gostosuras a este mundo. Porque, se tem uma coisa em que eu acredito, esta coisa certamente atende pelo nome de “comida”.

Aqui apresento a vocês, cara leitora e caro leitor, meu primeiro livro digital do Guloseima: Natal Feliz! 30 receitas incríveis para sua ceia, por Luciana Mastrorosa. É um e-book com receitas natalinas para ajudar a montar uma festa inesquecível! 

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Clique no link abaixo para fazer o download gratuito de Natal Feliz! 30 receitas incríveis para sua ceia, por Luciana Mastrorosa:

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São entradas, guarnições, pratos principais, sobremesas, drinks e alguns mimos comestíveis para presentear. As receitas são da minha família para a sua, e espero que você curta cada tempinho dedicado à cozinha.

A fotografia é da querida Carol Gherardi, expert em fotos de gastronomia. A diagramação final é do José Bueno de Souza, a cara-metade que ajudou a distrair a nossa bebê enquanto a mamãe aqui cozinhava ou preparava os pratos para as fotos ou escrevia em todo segundinho disponível.

A concepção deste projeto e sua execução são minhas, mesmo. Heheheh. Mas sem a ajuda desse time incrível, este livro não teria saído do mundo dos sonhos.

E, claro, tenho muito a agradecer a marcas parceiras e queridas que colaboraram com insumos de alta qualidade para a confecção das receitas.

É isso, gente. Espero que gostem e divulguem por aí! A gente ainda vai se falar muito até o fim do ano e além, mas aproveito para desejar agora, já, um FELIZ NATAL para todos nós. Vamos aproveitar cada segundinho deste fim de ano, porque o tempo voa.

 

Marcas parceiras, aqui fica meu superobrigada pelo carinho e pela colaboração! <3

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Muffins de banana e amendoim

Muffins de banana e amendoim

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Ao fim de um feriado preguiçoso, fiz esses bolinhos com banana-prata, farinha de amendoim e ameixa seca, para celebrar o Dia das Crianças. Mais

Cultivando ervas

Cultivando ervas

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Moro num apartamento pequeno, sem varanda. Mas, aprecio enormemente o uso de ervas frescas na cozinha – e acho um absurdo o preço que se cobra por um macinho murcho de ervas no mercado. Mais

Leite de amêndoas

Leite de amêndoas

Já experimentou algum tipo de leite vegetal? Feitos com amêndoas, avelãs, arroz, aveia, soja, são muito saborosos, fáceis de fazer e uma excelente opção para quem não pode consumir leite de vaca. Mais

Pão sem sova

Pão sem sova

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Este pão rústico é delicioso. Sua receita básica permite inúmeras adaptações, com farinhas branca e integral e a adição de temperos, ervas, castanhas, frutas secas… Mais

Polenta

Polenta

Polenta caseira coberta com almeirão salteado com alho e azeite, parmesão, pimenta preta. Foto: Guloseima.net

Tenho fascínio por verduras amargas. Catalonia, escarola, almeirão, folhas de mostarda… Cada uma acrescenta uma camada diferente de sabor, mesmo que preparadas da maneira mais simples do universo: salteadas com alho picado e bom azeite. Aqui, salteamos as verduras para cobrir uma apetitosa polenta caseira. Mais

Shortbread

Shortbread

Pense numa preciosidade feita com biscoito amanteigado, uma camada generosa de caramelo e cobertura de chocolate. Pensou? Essa delícia existe e atende pelo nome de “caramel chocolate shortbread”. Faça em casa e seja feliz para sempre! Mais

Nhoque caseiro

Nhoque caseiro

Nhoques esperando o cozimento em água fervente, para depois receberem o molho ao sugo. Foto: Luciana Mastrorosa/Guloseima

Poucas receitas são mais “comfort food” que nhoque. É preciso ter a mão leve para preparar a massa, pois qualquer excesso de farinha pode deixar os nhoques pesados. A batata também tem seus segredos: use as farinhosas. Mais

Biscoitos de canela

Biscoitos de canela

Bolachinhas de amor e canela, da Dona Benta. Foto: Luciana Mastrorosa/Guloseima

Esta é uma receita do Dona Benta, clássico da cozinha brasileira. Os ingredientes são simples e o preparo é bem rápido. Resultado? Bolachinhas excelentes para o café da tarde, com um toque bem-vindo de canela. Mais

Madeleines

Madeleines

Madeleines ao mel prestes a ser devoradas. Foto: Luciana Mastrorosa/Guloseima

Passei o mês de novembro inteiro comemorando o meu aniversário. Estou para conhecer alguém que goste mais de fazer aniversário do que eu!

Este ano, o sabor foi mais especial do que nunca, com a minha pequenina ao meu lado. Assim fica mais fácil encarar a idade… Hehehe. Por outro lado, não posso sair muito de casa ainda, então uma ida ao restaurante ficou para mais tarde. Tudo bem, estou encarando essa fase maravilhosa como um presente. A possibilidade de ficar juntinha da bebê todo tempo é uma preciosidade, e sou eternamente grata por isso.

Mas o dia de aniversário foi realmente especial. Ganhei visitas de amigos que não via há muito tempo, ganhei um monte de presentinhos fofos e um bolo feito especialmente para mim, de frutas vermelhas e merengue. Viva!

E a parte mais divertida de todas é que eu ganhei uma batedeira nova. Vermelha, linda, pesadona. Chorei quando a caixa foi entregue, dias antes do prazo, igual criança. MESMO. A primeira receita que fiz com ela foi tão simples que quase não deu para dizer que foi uma estreia: as clássicas madeleines, aqueles bolinhos em forma de concha que ficaram famosos por causa do Proust, autor de “Em Busca do Tempo Perdido”.

Peguei uma receita bem tranquila do livro “Feito em casa”, do confeiteiro Eric Lanlard (ed. Larousse) e fui em frente. Aliás, vale dizer que este livro é um sonho! As fotos são incríveis e todas – toooodas – as receitas dão água na boca.

Vale dizer também que nunca comi tanto doce quanto agora. O puerpério e a lactação me trouxeram um paladar totalmente novo e inesperado para doces, além de me deixar um tanto sem apetite para os salgados. E agora eu fico folheando diversos livros, sonhando com as receitinhas todas que quero fazer quando tiver tempo novamente – do tipo marshmallows de cortar com a tesoura! Meu brinquedo novo combina bem com esta nova fase.

Mas estas madeleines do chef Lanlard são nível super easy, vale até bater à mão, se for o caso. Levíssimas, douradas e saborosas, são um pequeno luxo para acompanhar o chá e o café.

MADELEINES
(do livro Feito em Casa, de Eric Lanlard, ed. Larousse)

90 g (4 1/2 colheres de sopa) de manteiga (mais o suficiente para untar as forminhas)
90 g (3/4 de xícara de chá) de farinha de trigo (mais o suficiente para polvilhar as forminhas)
2 colheres (chá) de mel
40 g de açúcar de confeiteiro (3 colheres de sopa) (mais o suficiente para polvilhar as madeleines prontas)
1 colher (chá) de fermento em pó (químico)
2 ovos
Raspas de 1 limão taiti ou siciliano ou 1 colher (chá) de água de flor de laranjeira

Preaqueça o forno a 180 ºC. Se usar forma de metal, unte-a com manteiga derretida e polvilhe-a com farinha, tomando cuidado de preencher bem as ranhuras da forma (ou a madeleine pode não sair inteira). Eu usei uma forma de silicone para fazer míni madeleines, de modo que não precisei untá-la nem enfarinhá-la. O chef recomenda usar formas de metal e informa que esta receita rende 20 unidades. No meu caso, rendeu bem mais do que isso, porque a forma é para tamanhos pequeninos do doce. E funcionou super bem na forma de silicone.

Resolvida a questão da forma, prepare a massa: derreta a manteiga e o mel juntos numa panela pequena. Deixe esfriar. Peneire a farinha, o açúcar e o fermento, juntos, numa tigela. Adicione a mistura de mel e manteiga e bata gentilmente. Em seguida, adicione os ovos e as raspas de limão e continue batendo – mas tome cuidado para não bater demais. Eu usei a velocidade 2 da batedeira.

Coloque a massa às colheradas na forma, sem encher demais as cavidades. Leve as madeleines para assar por cerca de 10 minutos, ou até crescer e dourar. Retire-as do forno, deixe esfriar e, se quiser, polvilhe-as com açúcar de confeiteiro.

Aqui acabou em minutos, não deu nem tempo de peneirar o açúcar! :)

*

E para quem ficou curioso, deixo aqui o trecho do livro em que o escritor francês Marcel Proust fala sobre as madeleines:

“(…) Ela mandou buscar um desses bolinhos pequenos e cheios chamados madalenas e que parecem moldados com aquele triste dia e a perspectiva de mais um dia tão sombrio como o primeiro, levei aos lábios uma colherada de chá onde deixara amolecer um pedaço de madalena.

Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem noção da sua causa. Esse prazer logo me tornara indiferentes as vicissitudes da vida, inofensivos os seus desastres, ilusória a sua brevidade, tal como o faz o amor, enchendo-me de uma preciosa essência: ou antes, essa essência não estava em mim; era eu mesmo. Cessava de me sentir medíocre, contingente, mortal. (…)”

(Em Busca do Tempo Perdido – No Caminho de Swann; trecho extraído do capítulo  I Combray, p. 31. De Marcel Proust, ed, Abril Cultural, tradução de Mário Quintana)

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