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A temporada de guloseimas de Natal começou com o delicioso panetone artesanal do chef Sauro Scarabotta. Sem corantes nem aditivos, aprovadíssimo.

Natal é aquela época maravilhosa em que podemos comer panetone à vontade. Chega setembro e já tem essa maravilha da panificação italiana em todas as prateleiras de supermercado (um pouco exagerado, eu sei). Os panetones das marcas tradicionais, mesmo industrializados, costumam ser gostosos. Mas bom, mesmo, é panetone artesanal. Inaugurando a fase mais gostosa do ano, recebi para provar o famoso panetone artesanal elaborado pelo chef italiano Sauro Scarabotta.

Sauro é radicado em São Paulo, fala muito bem o português e está totalmente adaptado à cultura brasileira. Isso não o impede de seguir fiel às receitas incríveis de sua terra natal. Tive o prazer de ter aula com ele na Escola Wilma Kövesi de Cozinha, lá nos idos de 2008 – aprendi a fazer um tiramisù muito bom, uma de suas marcas registradas. Além disso, Sauro é chef do restaurante Friccó, na Vila Mariana, onde é possível provar uma excelente cozinha italiana em São Paulo. De lá saem pães, embutidos (que ele cura ali mesmo, no restaurante) e o panetone maravilhoso que ilustra este post. É amarelinho assim porque a massa leva gema de ovos, nada de corantes. As frutas cristalizadas são suaves e com textura agradável de morder. E as uvas passas – que eu amo, aliás (chorem, haters) – são gordinhas e úmidas. Ponto para o Sauro.

Fato interessante é que esse panetone pode ser saboreado o ano todo. Os fornos do Friccó não param de produzir essa receita tradicional, que pode ser comprada diretamente no restaurante ou encomendada. A unidade de 500 g custa R$ 50.

Aprender com o chef

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Marcio Kimura (esquerda) e o chef Sauro Scarabotta, exibindo a produção deliciosa da aula de pães e pizzas. Foto: Divulgação

Outro fato interessante é que o Sauro não se incomoda de dividir seus segredos culinários. Há dois anos, o chef oferece cursos com temas variados, de panificação a pizzas, em seu restaurante. Tive a oportunidade de acompanhar o curso de pizzas e asseguro: é um investimento que vale muito a pena para quem quer se aperfeiçoar na cozinha.

Nessa aula, o chef divide a cena com outra fera no ramo, o expert Marcio Kimura. Passar uma manhã de sábado aprendendo os truques e as dicas para uma massa de pizza impecável (e devorando tudo depois) não tem preço. A grade de cursos para 2016 ainda não foi divulgada, mas no site do Friccó dá para ter uma ideia dos temas abordados este ano, assim como os preços das aulas: http://www.fricco.com.br/cursos-e-eventos/agenda/. Os cursos duram 3 horas cada e custam entre R$ 220 e R$ 250, já incluída a degustação. O foco é sempre a culinária italiana, paixão para uma vida inteira.

Se estiver sem tempo para um jantar como se deve, conheça o Friccó na hora do almoço. O menu executivo custa R$ 36 e inclui entrada, prato principal e sobremesa. E, por fim, uma dica: não esqueça de provar os embutidos feitos na casa, como a verdadeira mortadela de receita italiana. Peça, prove, leve para comer depois. São divinos, de verdade. Ainda mais em se tratando de nossos tempos atuais, com frios industrializados cada vez mais cheios de conservantes e aditivos alimentares. Mais um ponto para o Sauro.

Friccó Ristorante
Rua Cubatão, 837- Vila Mariana – São Paulo – SP
fricco.com.br

Guloseima é um blog de gastronomia, receitas e viagens mantido no ar desde abril de 2006 pela jornalista Luciana Mastrorosa, especializada em gastronomia e culinária.

Luciana é autora do livro Pingado e Pão na Chapa – Histórias e Receitas de Café da manhã. Trabalhou como editora nas principais publicações de gastronomia no país. Contribui atualmente com a revista Casa e Comida e com o site UOL Comidas e Bebidas.

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