Cupcakes com glacê real

Cupcakes de massa amanteigada, cobertos com glacê real. Direto da cozinha Guloseima! Foto: Luciana Mastrorosa/Guloseima
Cupcakes de massa amanteigada, cobertos com glacê real. Direto da cozinha Guloseima! Foto: Luciana Mastrorosa/Guloseima

Cupcakes são aqueles bolinhos delicados, em miniatura, cobertos com algum tipo de glacê e decorados com confeitos, flores de açúcar, granulado…

Esta receita é da apresentadora britânica Nigella Lawson, com ligeiras modificações.

CUPCAKES COM GLACÊ REAL
Rendimento: 12 unidades

(receita original de Nigella Lawson, com ligeiras adaptações)

125 g de manteiga sem sal, en pommade (amolecida)
1/2 xícara (chá) de açúcar
3/4 (xícara) de farinha de trigo
2 ovos pequenos e orgânicos
1 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 colheres (sopa) de leite
Adicional: forminhas de papel para cupcakes

GLACÊ REAL COR-DE-ROSA
350 g de açúcar de confeiteiro (peneirado)

2 claras de ovos
Suco de 1 limão siciliano

Para fazer a massa, bata todos os ingredientes na batedeira, com exceção do leite. Quando a massa estiver ficando homogênea, vá acrescentando as colheres de leite, sem deixar de bater. A massa fica amarela e brilhante e não deve ter pedacinhos de manteiga sobrando. Por isso é importante que a manteiga esteja amolecida (mas não derretida).

Quando a massa estiver pronta, abra as forminhas de papel e coloque uma colher de sobremesa da massa (rasa) em cada uma delas. Cuidado para não despejar massa demais, ou os bolinhos podem crescer muito e escapar das forminhas.

Leve os cupcakes para assar em forno moderado, pré-aquecido, a 200 graus C, por cerca de 15 a 20 minutos. Quando estiverem dourados e assados, retire do fogo e deixe esfriar.

Enquanto isso, prepare o glacê: bata o açúcar peneirado com as claras de ovo na batedeira até formar uma massa. Vá acrescentando aos poucos o suco de limão, batendo sempre, para que fique um creme espesso e brilhante. Aos poucos, pingue quantas gotas desejar de corante cor-de-rosa (eu usei 16 gotas, porque queria um rosa bem clarinho). Se preferir, pode usar o creme branquinho, sem corante algum.

Quando os cupcakes estiverem frios, cubra cada um deles com o glacê e decore com confeitos coloridos, se desejar. Sirva geladinho.

Dicas extras:

–   Se quiser garantir um formato perfeito para os cupcakes, coloque as forminhas de papel já recheadas de massa em formas de empadinha e leve para assar. Eu não usei as formas de empadinha, e alguns bolinhos vazaram…

– Cupcakes ficam ainda mais bonitos se você encontrar forminhas decoradas de papel. Achei apenas as branquinhas, por isso escolhi caprichar nas estrelinhas coloridas.

– Se não encontrar limão siciliano para a cobertura, ou se estiver muito caro, fique à vontade para substituir por limão galego, que é mais forte e azedinho que o siciliano. Vá experimentando a mistura até chegar ao seu ponto ideal de doçura e acidez.

– Se achar a massa básica demais, sinta-se livre para adicionar raspinhas de limão, pedacinhos de castanhas, granulado.

Supplì

É inverno, a temperatura oscila na casa dos 10ºC em São Paulo e o estômago pede comidas quentinhas e aconchegantes, comidas de alma: sopas, purês, cremes, tortas aquecidas, fondue… A lista de pratos com cara de inverno é grande.

Se você fizer um risoto com arroz italiano, daqueles bem cremosos e fumegantes, e tiver sobrado um pouquinho, faça supplì.

Supplì

Supplì é basicamente um bolinho de arroz melhorado, cremoso, com um bom naco de mussarela dentro, para ficar derretido e molinho.

A idéia é cortar cubinhos de mussarela, temperar com orégano, e moldar bolas de risoto “amanhecido” recheando com a mussarela. Se o risoto estiver muito durinho, convém misturar um ovo na massa, mais uma pitada de sal e pimenta, e misturar bem antes de enrolar os supplì. Depois de formar as bolotas, passe na farinha de rosca e frite em óleo bem quente.

Deixe escorrer em papel-toalha, para retirar o excesso de gordura. Ao contrário do que possa parecer, os supplì não ficam gordurosos: eles precisam ficar crocantes por fora, e quentinhos e macios por dentro, com um fio de mussarela derretida quando partido.

Eu adoro fazer supplì com risoto de legumes. Se você não sabe fazer risoto, aqui vai uma receita simples. Mas lembre-se: o verdadeiro risoto leva arroz italiano, do tipo arborio ou carnaroli, próprios para isso.

RISOTO DE LEGUMES (PARA SUPPLÌ)
Rendimento: 2 porções

1 xícara (chá) de arroz arborio ou carnaroli (sem lavar!) – calcule 1/2 xícara por pessoa
2 cenouras em cubinhos mínimos
1 abobrinha pequena em cubinhos mínimos
1 tomate sem sementes, em cubinhos
1 cebola pequena, bem picada ou ralada
2 colheres (Sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de parmesão ralado
1/2 xícara de vinho branco
1 litro de caldo de frango ou legumes

Antes de começar, você precisa ferver o caldo de legumes. Quando estiver fervendo, mantenha no fogo e comece a preparar o risoto, numa outra panela. O caldo tem de ficar sempre à mão, você vai precisar dele a todo momento, e fervendo.

Frite a cebola com uma colher de manteiga e, quando estiver dourada, acrescente o arroz e frite. Ainda no fogo, jogue uma concha de caldo fervente no arroz e mexa até secar. Você vai repetir esse processo inúmeras vezes até o arroz estar cozido. O importante é mexer sempre, para não grudar.

Acrescente as cenouras ao arroz e complete com mais uma concha de caldo. Mexa até secar. Acrescente a abobrinha e os tomates, e mais caldo. Deixe secar, e vá repetindo o processo até o arroz ficar cremoso e os legumes, cozidos. Se necessário, aumente o caldo com água fervendo.

Quando os legumes estiverem cozidos, acrescente o vinho e mexa bem até secar. Misture o queijo e mais caldo, se necessário. Acerte o sal e veja se o arroz está cremoso. Se precisar, adicione mais caldo. Se não, desligue o fogo e misture a outra colher de manteiga.

Sirva imediatamente, com mais parmesão ralado, se você for viciado em queijo, como eu. E com o restante do vinho branco delicioso que você usou para cozinhar.

O que sobrar dessa festa, você usa para fazer supplì, e se diverte novamente. Com gotas de molho de pimenta, especialmente Tabasco, fica incrível. E esquenta a valer!

Bolinhos de atum

Meu gosto pelas panelas começou desde criança, quando aprendi a fazer omelete. Eu quebrava os ovos e tentava, muitas vezes, não fazer a delicada mistura despedaçar na frigideira escura e antiga da minha mãe.

Gostava de me arriscar na cozinha, preparando coisas simples, doce de leite, biscoitos (variações e variações de biscoitos…), nada muito requintado ou difícil. Arroz, por exemplo, só me arrisquei a preparar mais tarde, já morando sozinha. Eu sentia muita insegurança ao preparar arroz e feijão, essas coisas do dia-a-dia.

Talvez por isso eu tenha optado por preparar um macarrão – que ficou horrível, diga-se – a primeira vez que decidi cozinhar para mim mesma, numa casa que eu dividia com meu namorado, à época, e uma tonelada de amigos.

Num certo momento da minha vida, eu achava que cozinhar não combinava, digamos assim, com uma imagem de “mulher moderna”. Eu achava bonito dizer “puxa, não sei fazer nem arroz”, dava um certo orgulho. Mais tarde aprendi que era tudo bobabem e que aquilo fazia parte da minha fúria adolescente. Porque, convenhamos, preparar uma boa comida, ainda que seja só para nós mesmos, é delicioso.

Não tenho nada contra quem não cozinha, evidentemente. Mas eu precisava aprender. Eu não gosto de comer mal, e foi isso, mais do que tudo, o que me trouxe de volta às panelas.

Isso, é claro, e a saudade imensa, voraz, que eu sentia da comida da minha mãe. Eu era uma menina mimada e não sabia. Só fui descobrir o fato quando me deparei com uma cozinha inteira só pra mim, morando sozinha.

No começo, tive a fase dos congelados. Depois, passei a investir nas saladas. Até pouco tempo, nunca tinha me arriscado a fritar (por imersão) nem batatinhas.

Mas por que eu estou dizendo tudo isso? Por que eu me peguei pensando, nessa fase tão corrida da minha vida, que não é demérito algum gostar de cozinhar, cuidar da casa, das pequenas rotinas. Antes eu não sentia falta disso, mas cada vez mais tenho gostado dessas coisas do lar. O que eu continuo detestando é a obrigação. Por obrigação, eu faço poucas coisas nesta vida.

Encarnei tão forte o espírito da coisa que, no domingo, me peguei inventando uma receita simples, de bolinhos de peixe, que fritei aos montes para os amigos que estavam em casa, e todos adoraram.

Acho que o mais precioso dessa aventura é que ela mal começou. A cada visita aos blogs amigos, a cada receita que descubro, quero saber mais e mais.

Tanto que uni a delícia de cozinhar à delícia de escrever, e é por isso, só por isso, que estou escrevendo o comecinho destas memórias gastronômicas que, agora, vão ficar mais ricas com a colaboração de todos vocês, amigos leitores.

E viva os bolinhos!

Bolinhos de atum

BOLINHOS DE ATUM
3 batatas médias, cozidas com sal e amassadas
2 latas de atum (em água), escorridas
1/2 cebola picadinha
2 dentes de alho picadinhos
2 colheres (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (chá) de sal grosso
1 1/2 colher (chá) de molho inglês
Pimenta-do-reino fresca, moída na hora, de preferência
4 ovos inteiros
1 colher (sopa) de farinha de trigo
Cheiro-verde picadinho (um punhado)
Óleo para fritar

Primeiro, cozinhe as batatas com sal. Quando estiverem cozidas, escorra, amasse e deixe esfriar. Enquanto isso, misture o atum, o sal, a pimenta-do-reino, o cheiro-verde picadinho, as gemas e 1 colher de manteiga. Use a outra colher de manteiga para refogar o alho e a cebola, junto com o azeite. Quando estiver frio, junte à mistura.

Mexa bem e misture as batatas. Acrescente a farinha de trigo e o molho inglês e mexa mais um pouco. Bata as claras em ponto de neve e adicione à massa, delicadamente. Quando a massa estiver pronta, aqueça bastante óleo numa frigideira funda e frite os bolinhos, às colheradas. Retire quando estiverem dourados e crocantes por fora, e deixe escorrer em folhas de papel-toalha. Sirva imediatamente.

É um ótimo petisco para comer junto àquela cerveja bem gelada. Com gotas de molho de pimenta Tabasco, fica um delírio.