Tomilho, o rei das ervas

Acontece com todo mundo que cozinha: de vez em quando a gente “descobre” algo que nunca tinha usado antes. Pode ser simples para todo o universo mas, para nós, a coisa só acontece quando a gente olha para aquele ingrediente com uma curiosidade nova, e se apaixona, inevitavelmente, por ele.

Aconteceu comigo quando conheci o tomilho, uma erva pequenina que faz uma diferença absurda na finalização ou composição dos pratos. Já tinha ouvido falar em tomilho, mas sempre ignorava aquele macinho de folhas grudadinhas quando via a barraca de ervas frescas na feira. Nunca tinha nem me dado ao trabalho de comprar um potinho de tomilho seco. Até então, dentre as ervas, as minhas favoritas ainda eram o orégano (seco) e o maravilhoso manjericão (fresco) – vale mencionar que ainda adoro os dois, por sinal!

Até que comecei a fazer o curso de chef, em fevereiro do ano passado, onde conheci e provei o tomilho. Resultado: minha paixão de 2008 virou pleno amor em 2009, e acho que vamos ter um casamento duradouro – e feliz! 😀

Na feira, descobri que há o tomilho e o tomilho-limão, ambos deliciosos. O primeiro tem um aroma que lembra o do orégano e o segundo, claro, tem um aroma puxado para o cítrico. Gosto dos dois, e ainda estou fazendo testes para saber quais as diferenças nos pratos.

Na Wikipedia, descobri que o nome em latim para o tomilho é Thymus vulgaris, e que seu óleo essencial tem “apreciável poder antisséptico, muito utilizado contra as afecções pulmonares e como estimulante digestivo”.

No curso de chef, aprendi que o tomilho é amplamente utilizado na culinária francesa, sendo um dos componentes clássicos do bouquet garni, aquele saquinho com algumas ervas que usamos para aromatizar caldos, fundos e molhos, por exemplo.

E, na vida, aprendi finalmente que o tomilho é uma das poucas ervas que conseguiram se adaptar à minha pequenina área de serviço, bem junto da cozinha, onde cresce numa jardineira ao lado da cebolinha (que plantei esta semana e que ainda não sei se pegou direitinho). Minha mãe, adorável, foi quem me deu o vasinho com o tomilho. Também tentamos plantar a sálvia, mas a sálvia é mais temperamental e infelizmente não se adaptou. 🙁 Alguma dica para cuidar de sálvia e manjericão em apartamento?

Para finalizar minha devoção ao tomilho, uma receitinha básica em que você pode começar a apreciar o sabor delicado desta erva que, além de linda, tem personalidade e faz bem à saúde:

Batatas-bolinha sauté com tomilho fresco

– 10 batatas-bolinha, cozidas com casca e secas
– 1 colher (sopa) de manteiga
– 1 colher (sopa) de azeite
– sal grosso moído na hora
– pimenta-do-reino moída na hora
– ramos de tomilho fresco (só as folhinhas)

Corte as batatas ao meio, mantendo a casca, assim que as batatas estiverem frias. Aqueça a manteiga e o azeite numa frigideira, sem deixar queimar, e coloque as batatas, uma a uma, com a casca voltada para cima. Deixe fritar, mexendo de vez em quando a frigideira, até que as batatas comecem a ficar crocantes.

Nesse momento, vire as batatinhas para a casca dourar um pouquinho também. Assim que estiverem fritas, coloque-as num prato com uma folha de papel-toalha, para retirar um eventual excesso de óleo, e tempere com sal e pimenta.

Finalize com as folhas frescas de tomilho, e sirva! Ficam ótimas para acompanhar carnes em geral e, no caso dos vegetarianos, boas saladas de verão. É só fazer uma “cama” de salada e finalizar com as batatas ainda mornas por cima. Fica delícia! 🙂

Tem alguma dica ou receita fantástica usando tomilho? Deixe um comentário ali embaixo ou mande um e-mail para o Guloseima!