Buffalo grill

Buffalo Grill, Reims

Então estávamos em Reims, uma cidadezinha petitica sem nada para fazer além de olhar a paisagem. Nessa altura, um grupo de amigos já havia se formado: eu, João (brasileiro), Yoora (coreana), Soon (malasiano), Selina (chinesa-australiana), Thania (mexicana) e Max (americano).

Ficamos hospedados numa espécie de castelo antigo, em que os quartos tinham nomes de fruta (o meu era kumquat, aquela laranjinha japonesa mínima que a gente come com casca).

Pois bem. Numa das raras noites em que não tínhamos jantar nem nada agendado, Max, talvez com saudade de casa, quis jantar no… Buffalo Grill. Um restaurante estilo tex-mex, perto do hotel, que servia comida norte-americana. Hambúrgueres, costela, coisinhas fritas, coca-cola, essas coisas. Com direito a tótens e figuras indígenas na entrada!

No ônibus, a caminho do hotel, surgiu a ideia: vamos jantar no Buffalo Grill? VAMOS!

Então fomos. Pedimos costelinhas de porco, steaks e outras coisas “tipicamente norte-americanas”. Pois sim.

Em determinado momento, Max, o engraçado, mentiu para a garçonete: “veja, dear, nosso amigo Andres está fazendo aniversário HOJE.”

E não é que ganhamos um bolo com velinhas de presente? Sim! Em Reims, minha gente, em Reims. God save America.

Costelinhas e “french fries”. Ou seriam “freedom fries”? I don’t care:

Buffalo Grill, Reims

O menu do Buffalo Grill. And beer, of course:

Buffalo Grill, Reims

Yoora e Andres:

Buffalo Grill, Reims

Uma das raras fotos em que apareço:

Buffalo Grill, Reims

Max não podia se conter, de tanta felicidade:

Buffalo Grill, Reims

João, o chef brasileiro, e Selina, ainda assombrada pelo fantasma de Dom Pérignon:

Buffalo Grill, Reims

Andres e seu “bolo de aniversário”. Yeah, right:

Buffalo Grill, Reims

E a turma toda quase reunida. Adoro esta foto:

Buffalo Grill, Reims

O fantasma de Dom Pérignon

A casa de Dom Pérignon

É claro que, convivendo diariamente com um grupo de quase 20 pessoas, natural a gente fazer amizade mais próxima com alguns. Uma das minhas favoritas era a Selina, chinesa-australiana, quase da minha idade, simpática e divertidíssima. Foi graças a ela que comprei meus primeiros óculos de sol Chanel, um sonho.

Fato é que, a caminho de Reims, paramos na cripta de Dom Pérignon. Aquele mesmo, do champagne famosérrimo, que disse que tomar champanhe era como “beber estrelas”. Ele estava certo.

Estávamos a caminho de nossa segunda semana de curso, em Reims, quando decidimos fotografar a tumba de Dom Pérignon. Selina, que tem um olhar incrível para cenas e fotos, clicou a tumba do dito cujo na mesma hora que eu. E ficou mais uns instantes por lá, admirando, enquanto eu saía do local fazendo alguma piada boba com meu amigo Max.

Dias depois, num jantar que tivemos, harmonizando champanhe e pratos deliciosos, eis que nosso amigo malasiano, Soon, chega até mim e diz, com voz grave: preciso te contar uma coisa muito importante, mas só posso contar no sábado. Como assim, Soon!!!!! Insisti até que ele me contasse o “segredo”: disse ele que Selina havia fotografado o FANTASMA de Dom Pérignon. Repeti: “Como assim, Sooooooooon?!?”.

Falei com Selina, claro, e ela me mostrou a foto: realmente, tinha um, digamos, rosto, na foto que ela tirara com seu Iphone. Mas… Eu tirara a mesma foto, e nada, nada mesmo, tinha aparecido.

Como diria dona Milu: mistééééééério!

Sei que ficamos a noite inteira conversando e rindo e brincando e falando do fantasma de Dom Pérignon. E incomodamos os vizinhos, que nos ouviam nos quartos acima de nós… Por causa de Selina e Dom Pérignon (e de alguns goles de cerveja e Jack Daniels), ficamos conhecidos como “trouble makers”. Como diz meu amigo João, brasileiro “sempre causa”. É verdade: causamos.

Mas olha… Se era um fantasma mesmo, não sei. Sei que, se for, ele está rindo conosco, feliz por fazer parte desta loucura de duas semanas que foi este curso.

A igrejinha onde Dom Pérignon descansa em paz:

A igreja

Uma vela em homenagem ao nosso querido personagem:

Velas

E a minha foto da tumba… Vejam, não há fantasma algum! Acho que o lance era com a Selina….

Dom Pérignon