Mas é carnaval!

Semana de carnaval, atribulada e esquisita, a única semana em que parece que fez verão de verdade em São Paulo, ou será só a minha percepção?

Na sexta-feira com cara de sábado, tudo mudou. O movimento nas ruas – carros e gente – parecia maior, mas também mais leve e mais festivo.

Eu não sou lá muito de curtir a “festa de Momo”, mas este ano decidi aproveitar o carnaval para não me preocupar com absolutamente nada, nada, nada. Comecei pela sexta-feira feliz, com um almoço tardio no Arábia Express do shopping Iguatemi, pedindo o mesmo combinado que eu peço sempre e amo cada vez mais: salada Arábia, babaganuche (perfeito!) e quibe assado.

De sobremesa, o especial de morango da Ofner, tão delicado e colorido, vermelho, alegre.

De braço dado com o clima festivo, com a tarde azul, com excelentes companhias, descobri logo depois um boteco com cara de bar que meu avô frequentaria, mas em pleno… Itaim! Pelo que apurei, é o Botequim do Hugo, mas eu e meus convivas achamos mais apropriado apelidá-lo de “secos e molhados”, em homenagem ao cardápio de poucas opções, escrito à mão. Tem tremoços, sanduíche de linguiça, pratinhos de queijos, pasteis apetitosos e, no meio da noite, um dos donos passou de mesa em mesa oferecendo pipoca fresquinha, recém-estourada, de cortesia!

Que delícia de boteco! Uma casona antiga, com quintal do lado, árvores no jardim, cadeiras e mesas simples de madeira, fotografias velhas de uma São Paulo mais velha ainda nas paredes. Lembrou muito minha primeira casa, no bairro da Saúde, com seu portãozinho de madeira no meio do quintal, e as paredes bicolores, janelas baixas…

A tarde foi caindo, a noite foi caindo, e a gente aproveitou o calor e a brisa mole para beber cerveja e ficar de papo para o ar.

“Quanto riso, oh, quanta alegria”, e o carnaval está só começando!

Deixo com vocês a “Noite dos Mascarados”, numa interpretação bacana – e antiga – de Chico Buarque, Nara Leão e MPB-4. E feliz carnaval para todo mundo! 😀

“(…) Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser”